Processo de ensino aprendizagem

O processo de ensino aprendizagem perpassa não somente pelos conteúdos estudados ou pela capacidade de organiza-los de uma maneira didática e eficiente, mas principalmente pela capacidade de reconhecer suas habilidades cognitivas e a partir das mesmas organizar um plano de  estudo que não só potencialize tais habilidades como também seja capaz de detectar as habilidades de menor eficiência e trabalhá-las para que também se tornem potencialidades, dando assim uma uniformidade ao conhecimento cognitivo e capacidade de análise das problemáticas propostas em uma prova de vestibular ou avaliação do Enem.

Em função da conformação neurocognitiva de cada indivíduo, partindo de nossa diversidade biogenética possuímos diferentes áreas do conhecimento onde podemos ter mais ou menos habilidades; estas áreas são divididas em Exatas Linguagens e Ciências Biológicas, tendo cada estudante naturalmente mais ou menos afinidade com algumas dessas áreas do conhecimento.

O primeiro passo para construção de um plano de estudo eficiente e o menos cansativo possível é compreender qual é a nossa principal área de habilidade do conhecimento e quais são as nossas áreas de menor afinidade do conhecimento para que a partir daí possamos definir um plano de ação que estimule as áreas de maior dificuldade treinando-as a partir de exercícios, mapas mentais e uma de ordenação inteligente de seus conteúdos para que de forma crescente possamos construir uma base sólida que não permita que a nossa dificuldade em uma determinada área possa pesar contra as vantagens conquistadas dentro das nossas áreas de maior habilidade do conhecimento.

Para exemplificar esta questão façamos a seguinte suposição, um aluno que tem grande afinidade pela área das exatas e se dedica exclusivamente a mesma protelando o seu estudo nas áreas de linguagem ou ciências biológicas por não ter afinidade com as mesmas ,no momento de uma prova extensa e complexa como Enem irá ter grande pontuação na suas questões de exatas, em contrapartida a deficiência de pontos em suas áreas de menor afinidade acabaram por anular a vantajosa pontuação de sua área mais forte.

Desta forma é fundamental que o aluno primeiro identifique a sua área de maior habilidade, para que tenha nela o seu ponto de apoio tanto no que se refere a uma garantia de boa pontuação quanto a manutenção de sua alta auto estima e segurança enquanto concorrente, ao mesmo tempo deve identificar as suas áreas de conhecimento de baixa afinidade e nas quais encontra deficiências ou dificuldades de compreensão para que possa programar um estudo crescente em complexidade e volúme de conteúdo de maneira que aos poucos essas deficiências sejam sanadas e seu cérebro fique treinado em identificar questões referentes a estas áreas de baixa afinidade buscando no plano de estudo que foi executado conteúdos, estratégias o ferramentas mentais que o ajudem a contemplar a habilidade necessária para resolver essas questões tendo assim uma pontuação suficiente para se somar a sua pontuação da área forte lhe dando o melhor resultado geral possível.

Em uma outra frente do plano de estudo é importante trabalhar as habilidades e inteligências sócio cognitivas para uma boa produção textual uma vez que a redação é um componente fundamental na nota do Enem ao ponto que mesmo obtendo grande êxito nas  questões de linguagem, exatas e biológicas, uma produção textual pobre ou mal construída fará com que sua média de nota fique insuficiente para a sua aprovação nos cursos ou universidades as quais o aluno almeja.

Vamos a construção do Plano de Estudo na Prática, para tanto iremos dividi-lo em três frentes, Áreas de Afinidade, Áreas de Dificuldade e Produção Textual.

Áreas de Afinidade

São fáceis de identificar uma vez que no decorrer da vida estudantil vamos percebendo que em determinadas disciplinas conseguimos compreender rapidamente o seu funcionamento, guardamos de modo mais eficiente seu conteúdo em nossa memória e possuímos maior facilidade na resolução dos problemas ou exercícios que nos são propostos dentro destas disciplinas.

Neste caso devemos organizá-los pesquisando os principais pontos destes conteúdos que vem sendo cobrados nas provas anteriores para que possamos focar em resolver os exercícios de maior dificuldade repetidamente de maneira que no momento da prova sua resolução gaste o mínimo de tempo possível uma vez que a partir daí os exercícios com menor grau de dificuldade serão resolvidos ainda mais rapidamente dando assim tempo para lidar com os exercícios das áreas de dificuldade. Uma boa forma de ordenar os conteúdos a serem estudados é por série e grau de dificuldade de maneira crescente; por exemplo, se sua área de afinidade do conhecimento são Ciências Biológicas comece buscando os exercícios e conteúdos mais complexos do primeiro ano como o metabolismo e embriologia depois os conteúdos mais complexos do segundo ano como fisiologia e botânica e assim sucessivamente até que tenha contemplado todos os principais pontos complexos do conteúdo desta área de afinidade tornando assim a sua mente rápida e eficaz na resolução das questões que envolvem as problemáticas desta área.

Áreas de Dificuldade

Áreas de dificuldade de aprendizado

Estas são identificadas também no decorrer da vida estudantil por serem aquelas com maior grau de dificuldade na compreensão, no armazenamento dos conteúdos na memória e até na própria expressão das mesmas nas notas tiradas durante as avaliações da vida escolar. Uma vez identificadas essas áreas e disciplinas é necessário de forma programática iniciar seu estudo desde a primeira série com os conteúdos de forma crescente do mais simples ao mais complexo estudando-os alternadamente com as  disciplinas de maior afinidade para que não haja cansaço mental uma vez que estes exigem mais de nossa capacidade mental, todavia é necessário que todos os dias uma parte do conteúdo e das disciplinas dessas áreas de dificuldade sejam estudados e no dia seguinte sejam revistos e estudado uma nova parte desse conteúdo sendo que a compreensão  da matéria será acumulativa e repetida para que aos poucos aquilo que era dificuldade se torne automático em nosso cérebro.

Produção Textual

A boa construção de uma produção textual passa por 3 pontos fundamentais que são:

Uma boa estratégia é escrever sempre, estar produzindo textos constantemente, revendo, os avaliando, corrigindo-os e inclusive disponibilizando os mesmos para que professores especialistas os corrijam e apontem quais são as suas deficiências e no que podem ser melhorados, é importante também escrever sobre temas diversos escolhendo inclusive temas aos quais o seu conhecimento é insuficiente forçando que você os pesquise para obter informações idôneas e assim construir uma rede de conhecimento que pode ser crucial na execução da produção de texto no momento real da prova do Enem.